quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Poesias...


Sou e falo pôr mim
A vida é mesmo assim
Muitas vezes nem tanto
No raro há o encanto
No muito me atrapalho
Sobro e não me espalho
Nem no que falo
Mas falo
E brado
E denuncio calado
Tudo que está errado
Chora a razão
Pôr falta de emoção
Alma enluarada
Visão apaixonada
Embriaguez?
Não... Não desta vez
Os olhos da menina
Brilho que alucina
Sem motivos para o ser
Mas desejando a ter
E todo o amor do mundo
Sentimento mais profundo
Onde antes havia
Apenas uma infindável alegria.



PERDIDO
Perdido
Sem ter onde cair
Esquecido
Sem saber aonde ir
Encantado
Em teu olhar dourado
No escuro todo o gato é pardo
E as gatas brilham mais
Já não sou um pobre rapaz
Mas continuo pobre
Esnobe
Em minha direção não lança um olhar
Cheio de paixão, não irei chorar.
Nesta vida chorei por duas vezes
Talvez chore mais três
Mas não desta vez
Com a ternura de uma lágrima
Não terá lavado o teu orgulho
Mergulho
Cada vez mais fundo em mim
Sou mesmo assim
Na solidão encontro paz
Ao menos a paz que resta
Para este adulto que, ainda pobre, virou poeta.



Já não reclamo mais nada
Alma calada
Como está calado o coração
Sem nenhuma razão
Apenas mudo
Não de modo
Ou de atitude
Em plenitude
Com tudo que o cerca
Ou o que resta
Apenas uma linha de visão
Sem ilusão
Apenas bastaria...
...
Que você sorria
E se ria
De tudo que eu mostrar
Palhaço sem convicção
Trabalhando na improvisação
Plena continuação
Apenas para chegar ao final
Algo tão normal
Começo meio e fim
Que será de mim?
Mal sei o que fazer
Dizer,
Menos ainda...
Quem roubou minha sardinha?
Maldade pura
Nesta vida dura
O braseiro está forte
Mas não tive sorte
Não que me importe
Mas é chato ser roubado
Ou estar equivocado
Mas antes do fim
Nada está acabado
Enfim
Mudança de enfoque
Quem não canta, dança.
Este é meu toque
E apenas isto...




Estrelas sem brilho opaca lua
Frio da noite ausência tua
Desmoronam sonhos incompletos
No precipício do peito aberto
Lua... Lua...
Oh! Lua
Bem sei que não mereço,
E agora pago alto preço
Que fazer agora que o desejo me consome
Apenas lhe sei o nome
Na sua ausência fica a lua fria
Perdida na noite sombria
No íntimo desespero
Nem sei porque a quero
E o quanto quero não é pouco
A desejo como um louco...



Nas Voltas de Teu Brinco, Brinco com Palavras
A argola do teu brinco
Não é maior que a confusão que sinto
Desejando te conhecer melhor
Olho para um lado
Olho para outro
Tão desesperado
Quanto disposto
A te conhecer
A me envolver
Com você
Linda morena falante
Ignorando este errante
Que já nem sabe o que quer
Ao lado de tão bela mulher
Cor do fruto da terra
Para este que mais erra
Apenas te peço
Outro sorriso
Nada mais, só isso...




Sonora Visão Olfativa sem Paladar
Confusão tardia
Em tudo que não havia
Nem fazia sentido
No nada que já foi esquecido
Meias verdades da mentira inteira
Princípio da jornada derradeira
Caótica harmonia
Onde paz não havia
Convicção nos caminhos incertos
Cruza mares ante desertos
Sem nada saber concluir
Vendo o resto de mundo ruir
Do mínimo que encontrou
No máximo que buscou
Ao menos o pouco que lhe coube
Naquilo que sempre soube
Sem apelo ou falsidades
Mentira complexa em meias verdades
O homem nasce bom
A sociedade o corrompe
Se nasce ruim, ela o incita
Julga e condena
É uma pena
Não devia ser assim
Tão perto do fim
Deseja apenas um ombro amigo
Não encontra e parte sozinho
Sem destino
Sem amigo
Sem nada
Além da jornada...



Mortalha
É a linha ininterrupta que atrapalha
Fio solto em tua mortalha
Sopro gélido na tua manhã
Constante afã
Dividido em tarde e noite
Seguindo calculado açoite
Ressurge em novo decrépito homem
Sempre de mesmo nome
Provoca
Sorrateiramente invoca
Legião torpe e canalha
Fustigando tua mortalha
Destroçando tênue convicção
Sem aparente razão
Sempre solitário
Visionário
Em linha dura e reta
Comunicação indireta
Ninguém o entende
Nada o surpreende
Com ninguém mais ralha
O estado da tua mortalha
Tornou-se imortal
Tolo sem igual
A procura do que já esqueceu
Nem sabe se conheceu
Não recorda o nome
Do vazio que o consome
Ininterrupto afã
Constante bafo gélido da manhã
Linha solta que atrapalha
Fio solto da tua mortalha
Nunca olha para frente
Caminha e morre para sempre.




Vá Encontrar Teu Desejo
E lá se vai outra vez
Fazer o que sempre fez
Sem nenhuma falsidade
Uma nova novidade:
Ficar sozinho...
Com todo amor e carinho
Tentar ser novamente feliz
Escancara as portas do coração
Não deixa ninguém entrar,
Mas ouve tudo que se diz.
E lá se vai outra vez
Descorada tez
Falta do sangue usurpado
Do sentimento manipulado
Mentirinhas ao pé do ouvido
juras de amor ao peito fodido
Que cansado vestiu armadura
Rude espinho que fura
E não sangra
Dança
Sobre a ponta da lança
Em caminhos tortuosos
Sempre perigosos
Não ri ou chora
Nem faz mais coisa alguma...



Encruzilhada
Pelejando para não cair em cilada
Escolher um caminho
Mesmo que sozinho
Caminho que tenha coração
Amor, paz e compreensão.
Estamos muito afoitos
Andamos quase loucos
Com prazos e metas
Portas quase nunca abertas
E não paramos para apreciar
O sol que já está por raiar
Antes do término de nossa jornada
Encruzilhada
Viver ou sobreviver?
Sem saber qual escolher
Continuamos trabalhando
Com nada mais nos preocupando
O ano já está no fim
Ninguém junto a mim
Mudaram os governos
Não se pode incorrer em erros
Eu não mudo
Também não mordo
Morro...
Quando minha hora chegar
Não agora
A vida está lá fora
Bem adiante da hora
Vou de encontro
Encontrar algo bom
Quem sabe um som
Nostalgia
Tempo de magia
Encruzilhada
Nunca fui um bom rapaz
Minha voz dizendo mais
Somente a verdade
E que seja feita a minha vontade...



Pingos nos is...
Peito aberto, no espaço,
Mesmo não sendo certo, meu momento eu mesmo faço.
Quem quiser que me siga
Pois não importa o que diga
Sigo o meu caminho
O qual tracei sozinho
Mesmo sem ter alguém
O percorro bem
E um dia chegarei ao seu fim
Que será o mesmo para mim
No qual estarei tranqüilo
Por muito bem o segui-lo
Sem fazer nenhuma curva errada
Para não cair em cilada
Presenciando muito e falando pouco
Trabalhando feito um louco
Que é insensato na procura
Mas correto na sua loucura
Deixo “is” sem pingo
De afrontas não vingo
Pois faço o que é certo
E carrego no peito aberto
A minha explicação
Pois só eu sei o que passo
No caminho que eu mesmo traço
Faço e Aconteço
Nunca esqueço
Duro só é para lembrar
Como é fácil te amar.



Após o Fim.
Culpado por existir
Amaldiçoado por não desistir
Segue fazendo o que julga certo
Nem sempre tão perto
De longe
Fazendo o que ninguém mais faz
Vida em busca de paz
A paz que lhe foi roubada
E cada vez mais negada
Anda temeroso
Círculo tenebroso
Cada fez mais fechado
Sente-se acuado
Problema mundial
Humano seduzido pelo mal
Tráfico de drogas e sexo
População sem nexo
Exalta traficante e ladrão
Que não rouba legalmente
Mas também vive impunemente
Como em Brasília...



Poema de Coletivos
Coração chora rubra lágrima
Muito embora lhe seja amarga
Não desiste
Até insiste
Alguém mais errou
Sabe que pecou
Por DEUS!
Não apenas com os seus
Mas era tão linda
Recorda-se ainda
Conheceu nova realidade
Falsa felicidade
Sentimento vil
Lealdade nunca existiu
Foi usado
Depois descartado
Sem saber o que houve
Mas ele sempre soube
Ela nada valia naquela hora
Vale menos agora
E como nada deixou por aqui
Julgou ser o momento de partir
E partiu para se encontrar
Permanecendo no mesmo lugar.



Casa sem Dono
Quase bêbado
Não minto
Escrevo sobre o que vejo
Quando digo não saber o que sinto
Sobriedade, não sei encontra-la
Negro crescido na casa grande
Filho de senhor criado em senzala
Criatividade se expande
Multimescla
Povo disperso
Onde ninguém presta
Tão pouco sei se presto
Mas sigo minha sina
Fazendo verso
Buscando a rima
Tentando dizer algo bom
Que a alguém comova
Bem sei não ter o dom
Mas que algo me envolva
E a paz me devolva
Já sem amigos ou lar
Casa fria sem conversa
Não sei onde encontrar
Algo que nos preserva
Dos dias atuais
Tão banais...



Jonia
Beleza estampada
Queima os sentidos
Paixão inflamada
Tradução da beleza feminina
Corpo de mulher em alma de menina
Inspiração que nos seduz
Realidade em sonho induz
A paz de tua voz
Doce e calma voz
A embalar e conduzir em sonho
Norteando o que componho
Jonia
Menina e mulher
O eco do brilho de teus olhos
Ilumina minha jornada
Orientação pela estrada
Que conduz ao coração
Imenso ponto de interrogação
Teu olhar
Teu louco olhar
Enfeitiça este pequeno peregrino
Perdido em sonhos de menino
Que crê que todos são bons
Que o mundo até pode ser melhor
Tudo depende apenas de nós
De não nos deixarmos sós
Não me deixe só
Pois estarei sempre contigo
Muito mais que um amigo
Como aquele que sonha
Sonha em tê-la, Jonia.



Jonia-I
Sempre atrasado
Nunca sempre acabado
Errei...
Bem sei.
Equivoquei-me sozinho
Para encontrar meu caminho
Julguei que podia ser contigo
Desejava que fosse contigo...
Hoje tento ter comigo
Um amigo
Adoçar tua vida
Ser-te uma pessoa querida.
Já nem sei o que pensei
Creio que sejas apenas simpática
Para com minha alma arnáquica
Em tudo o nada tenho a meu lado
Neste nada sempre desolado...
Como meu coração
Só, sem união.
Nada ligado à coisa alguma
Esperança resta apenas uma
Teus olhos e teu sorriso
São somente tudo de que preciso
Roubo momentos e crio sonho
Sobrevivendo naquilo que componho
Uma nova realidade
Nesta minha simplicidade
Onde penso ser até feliz
Naquilo que me condiz:
“Dentro de minha mente, onde habita meu coração”.



Jonia-II
Penso certo
Numa vida quase
Nada me está perto
Quando peito arde
Tempo urge
E nem há promessa
Nenhuma opção me surge
Fujo rápido desta conversa
Apenas a aprecio
Invento meio e forma
Não me denuncio
Está é minha norma
Conversa e mais conversa
Adoro vê-la falar
Admiro-a como a quem versa
Pois verso o meu amar
Proibida ela me é
Por eu próprio
Raramente me está perto
Não da forma que eu queria
Quase nunca certo
Da forma que ela desejaria
Um dia paro de pensar
Para, quem sabe,
A ela me entregar
Antes que seja mais tarde...



Jonia-III
Que amor é este?
Olho para ti e tudo para
Não sei o que fazer
Coração dispara
Rezo para algo acontecer
E me tirar desta sinuca de bico
A qual melindroso entro
Novamente sem jeito fico
E parto sem nada revelar.
Fecho meus olhos e te vejo
Os fecho e penso em ti
Fruto insano do desejo
Que não posso consumir
Me consumo então
Desolado sem tê-la aqui
Solitário nesta vastidão
Que amor é este?
Que o tem ao proibido como se livre fosse
E o sente livre, leve e solto.
Que vem buscar o que nunca trouxe
E mesmo se enganando, acha pouco.



Sobre o Tempo
Eu pensei que fosse certo
Pensei que era esperto
Acreditei...
E achei que havia aprendido
Tentei acreditar que havia esquecido
Pensei...
Vivendo o presente
Futuro eterno ausente
Surge o passado a fustigar
Retorna para preocupar
Alucinante fuga do centro
Rompendo tudo que há dentro
Sem destreza
Tão pouca certeza
Inconformado
Apenas para não estar parado
Fugiu assim
Deixando o vazio dentro de mim
Que pensei estar tão perto
Agora vago neste deserto
Sem sensações
Sem emoções
Nesta não realidade
Construindo a não felicidade
Na qual habito e recrio desejos
Lembrança de teus beijos
Entrelaçando corpos
Descobrindo novos portos
De amor e de prazer
Encontrar e nunca se perder.



Dentro de Mim
Harmonia
Falta onde antes havia
Lágrimas não cessam
Dor, sempre do lado esquerdo,
Suplício desde muito cedo.
Caótica tranqüilidade
Não te ponhas em rimas na minha mente
Nem sabes se sou decente
Dependente de coisa alguma
Caçando dentre as melhores, apenas uma.
Nenhuma irei encontrar
Também não irei desesperar
Despedaçando o âmago
Enquanto sofro, clamo:
Amo a todos, por que ninguém gosta de mim?
Não devia ser assim,
Mas o é
Creia quem quiser
Não me preocupo
Me ocupo
Com tudo relacionado ao nada que sou
Enquanto pensa, eu já me vou
Buscar a tal felicidade
Que por grata oportunidade
Aconteceu assim:
Construiu sua morada dentro de mim.


Evelyn-I
Quando era necessário falar
Emudeceu sua fala
Admirando-a desfilar
O poeta se cala
E viaja, estático, na sua leveza.
Insano torpor
Dopado com tamanha beleza
Inebriado de sentimento amor
No princípio eram olhos, voz e sorriso...
Depois todo o conjunto
Sentimento imenso e preciso
Dominando qualquer assunto
Olhos claros, olhos claros...
Junção de ecos da memória
Belos e raros
Surge para colorir a história
Evelyn...
Emudeceu o poeta
Não seu coração
A observando por entre a fresta
Compôs nova canção
Que lágrimas mudas cantam
Em notas carregadas de emoção
Nada fez no momento certo
Transformando-se no errado
Quando estava tão perto
Tudo acabado...


Valei-me DEUS!
Não nasci assim,
Reflexo no espelho,
Conhecido por mim
Descumprindo conselho

Equilibrada na tênue linha,
Entre impróprio e o erro,
A razão, enfim definha
Assombra... sem desespero

Valei-me DEUS:
Se todos nascem com direitos iguais
Onde sepultaram os meus?
Under®AC


Janaina
Cale... quando for momento de calar...
GRITE!!! Quando for momento de falar...
Sussurre... quando for momento de Amar.
Mas Ame.
Sou apenas um amigo... daqueles que não fazem sentido...
Que aqui estão apenas para te confortar, mas em teus cabelos não pode tocar.
És Bela de qualquer forma, pois tua beleza vem de dentro e se exterioriza por teus atos e atitudes...
Traga-me teu coração, carregado de sentimentos puros e verdadeiros...
Gostaria apenas de olhar em teus olhos, contemplar tua Alma e me perder na tua calma...
Me encontrar em teus carinhos e trilhar contigo os mesmos caminhos...
Seguirmos juntos, não como dois, mas com um único ser...
Por toda à noite, até um novo alvorecer...
Cheio de Paz, Alegria e Amor sem Fim.
Queria agora contemplar teu doce semblante e te beijar...
Docemente...
Neste instante... eternamente.


Uma Resposta
Cantas porque tem voz e sabes pensar
Solta rima nos acordes da viola
Doce melodia vendo o tempo passar
Dedos ágeis e a música não embola
No ar doce fragrância de erva doce
Que o povo da cidade chama de anis
E aqui cresce como se mato fosse
Por este nosso imenso país
Ouvindo o zunido da cigarra
Que vibra que se estoura
Vem "muié" e me agarra
Que já estamos passando da hora.


Ladra Minha
Continuo escrevendo em minha mente
Meu cérebro é a pena e o papel
Cada frase é emoção, que meu corpo sente
Mas minha boca, sem teus lábios, parece fel

Não dê-me a ternura da noite
Dê-me a tua e todo teu amor
Assim cessará este açoite
E porá fim à minha dor

Ladra minha
Quero ser preso junto a ti...


Mulher Brasileira o Mujer Brasileña
Um minúsculo fio vermelho
Ocultando a imensidão morena
Molejo sensual, sem jogo de espelho
Equação simples e pequena
Desejo versus moral
Assunto bastante complexo
Força do instinto animal
No final, mesmo sem nexo,
Tudo termina em sexo.

En Español:

Un alambre rojo muy pequeño
Ocultando la inmensa piel marrón
Molejo sensual, sin juego del espejo
La ecuación simple y pequeño
Deseo contra la moral
Tema suficientemente complejo
Fuerza del instinto animal
En el extremo, exactamente sin el nexo,
Todo acaba en sexo.


Resolvi Sair
Enquanto você ia... fui não!!!
A contemplo
Solidão tardia
Mente vazia
Peito ardia
Sufocando alegria
Antes sorria
E tudo fazia...

Agora mais não
Solidão
Em meu templo.


Silêncio em Mim
Tanto para dizer
A voz não sai
Muito para fazer
Entusiasmo se vai
Entre o dito pelo não dito
Prefiro o amor de Maria
Mesmo parecendo esquisito
Fiz o que ninguém faria
Tanto para dizer
Calo
Muito para fazer
Faço
Pobre de mim
Não digo que te amo
Por você ser assim
Não percebe que te amo.


Tem Manhãs que Acordo Blues
Tem manhãs que acordo Blues
Não o azul do céu
Perdido na vastidão ao léu
No triste lamento de escravos
Cravo na mente a idéia
Estou morrendo
Morro um pouco a cada dia
Em tudo que não acontecia
Ou deixo de perceber
Pereço na futilidade da conversa
Nó que não ata ou desata
E permanece frouxo
Conhece devaneios de um louco
Pouco importa ser julgado
Refugiado no próprio quarto
Porta aberta certa ou errada
Quatro oito dezesseis
Problema não é de vocês
Resolvo quando tempo houver
Ou vier a conhecer
As respostas que não tenho
De onde venho
Pouco importa
Cerrada mais esta porta
Fuga pela esquecida aberta
Nunca é a certa
É a mais fácil
Difícil é conhecer o certo
Nunca está por perto
Perdido na vastidão ao léu
No triste lamento de escravos
Tem dias que vivo Blues
Quase todos.


JULLI
Sorriso perfeito
Em rosto bem feito
Feitio de obra-prima
Poesia e sua rima
Canto de Cardeal
Afinação sem igual
E eu, poeta sem alma,
Sem nunca perder a calma,
Não digo o que desejo
Poetizo além do que vejo
E sinto...
Mas não minto,
Nunca o fiz para me dar bem
Só e sempre sem ninguém
Não deveria ser, mas o é
Ninguém me quer
Tão pouco eu quero
Trabalho para melhorar
Voltar a me aceitar
Não igual ao que era
Melhor que antes
Vibrante instante
Nós, sem roupa,
Saciando esta vontade louca.


Má Fama
Atrevida
Passa provocando
Bandida
Se julga por todos querida
Rouba olhares
Provoca admiração
Em todos os lugares
Destruidora de lares
Mamãe já me dizia:
“Meu filho, tome tenência”.
A segue quem não tem decência
Ou já perdeu a paciência.
Se não é o meu caso ainda
Sou fraco
E ela é linda,
Má fama, seja bem-vinda!


Soy Gitano
Soy gitano y no pido besar la cara oculta de la luna. Exactamente con muchas nubes en el cielo, esquivo yo de mí exactamente para hacer los juramentos de amor con quién era el único regalo, siempre a mi lado.
Soy gitano, yo soy libre amar la luna, que nunca se importó con mi existencia, pero estaba siempre presente en mi día y no me abandonó, nunca, ni después de 07/06/97.
Es hoy la actual amigo a esta avalancha de sensaciones que invade mis pensamientos y consuma toda mi alegría tenue, proporcionada por mis recuerdos de momentos vividos ya y otros tanto, todavía para ser vividos.
Tradução:
Sou cigano e não peço para beijar a face oculta da lua. Mesmo com muitas nuvens no céu, esquivo-me de mim mesmo para fazer juras de amor com quem foi a única presente, sempre ao meu lado.
Eu sou cigano, eu sou livre para amar a lua, que nunca se importou com minha existência, mas sempre esteve presente em minha jornada e não me abandonou, jamais, nem depois de 7/06/97.
Hoje ela é a companheira presente a esta avalanche de sentimentos que invade meus pensamentos e consome toda a minha tênue alegria, proporcionada por minhas lembranças de momentos já vividos e outros tantos, ainda a serem vividos.


I no believe, pero se és, no creo. Iniciei esse texto há um tempão, mas até hoje não terminei ainda, penso eu, mas se o termino, que fazer depois de sua conclusão?
Com isto fico avoado, não consigo pensar com certeza, mas o que mais me dói é saber que posso escrever muitas linhas e nada dizer. Este é o típico pensamento que me moí, mesmo conseguindo pensar em tantas coisas, não sei realmente o que fazer.
Novamente busco esclarecimento no meu lado obscuro, no qual até mesmo eu não sei onde está oculto. Vago lentamente, pois de nada adianta qualquer pressa, relembrando sonhos que ainda não sonhei e saio buscando respostas, para as perguntas que me resta.
Só não entendo a causa deste buraco negro, que nasceu dentro de minha mente e consumiu toda a minha luminosidade.
Onde está a minha certeza?
Corro para desligar o rádio, pois o brado do silêncio não me deixa em paz para alcançar minha clareza. Porém, como alguém pode ser claro debaixo deste sol que tanto arde?
Ou não saber nadar, debaixo de tanta chuva que teima em não querer parar?...

... Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmão Marta. E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo. João XXI-1e2

Em busca do tempo perdido, procuro todas as coisas que havia perdido e vejo que ao meu lado, não a encontro em seu local.
Lembro da época que meus dedos corriam em seus longos cabelos e minha mão acariciava sua meiga pele. Estão tão longe estes fatos que mesmo do cérebro as lembranças vem sendo arrancadas dele.
Como foi bom sentir-se amado, mesmo hoje sabendo que era falso. Também não fui verdadeiro para contigo, pois nunca disse que lhe amava e isto era verdade. Hoje, após muitos anos, sei que isto não é verdade, mas infelizmente isto não vem ao caso.
Sempre fui alguém extremamente transparente e aquilo que não tinha certeza negava ou dizia que não sabia. Tu que nem me conhecias direito buscou respostas e me cobrou o que eu não tinha para lhe dar, mas isto tu irás descobrir qualquer dia.
Despeço-me de Ti, mas novamente volto a sentir o vazio devorando minhas entranhas. Só que isto já está doutrinado, pois meus sentimentos somente eu entendo: “AQUI SÓ ACONTECEM COISAS ESTRANHAS”.
.

SENTIMENTAÇÃO
Não sinto dor, raiva ou alegria,
Nem entusiasmo, arrebatamento ou comoção
Também não sinto saudade ou euforia
Tão pouco qualquer tipo de emoção
SOFRI?
Gostaria de sentir amor diferente por alguém
Que fizesse parar o mundo a nossa volta.
Infelizmente não encontro ninguém
E meu coração mantém cerrada a porta
MORRI?
Me iludo e fantasio situações
Não me desespero e continuo sonhando
Mesmo que não haja emoções
Planto sorrisos no caminho que vou seguindo.
REVIVÍ!!!
...
Por que não existes fora de mim?


Mulher Brasileira
Cabelos e olhos negros
Pele morena boca carnuda
Incendeia o sangue provoca desejos
Observada, apenas observa, muda
Povoa sonhos seduz alucina
Provoca desejos, malícia de mulher
Encanta com jeitinho de menina
Nos olhos, o brilho de quem sabe e quer.
Mesmo neste mundo esquecido,
Mulher brasileira,
Agradeço a DEUS por aqui ter nascido.


Mulher Brasileira-I
Belos olhos
Nada diz
Induz
Pele morena
O bem que se quis
Seduz
Contra-ponto
Alucina
Tonto
Alusão à heroína
Mulher brasileira
Deixemos de besteira
Meu vício é você.
Ser isto ou aquilo outro.
Ninguém para contestar?
O máximo para ti é pouco.
E quem ousa duvidar?


Mulher Não Dá... Aceita!
Entre flerte e paixão
Divaga na solidão
Homem de muitos assuntos
Muito pouco astuto
O bom nunca é cedo
Doce sempre azedo
Ausência de amor não é ódio mortal
Semelhante nunca é igual
Pisam nela
Cospem nela
Não fez o que esperavam
Exasperam
Perdeu-se a razão
A pouca razão
Apenas opinião
Nunca ouvida
Nunca seguida
Não luta contra todos
Não luta contra tudo
Contudo, vive em seu mundo.
Por que não a deixam em paz???
Já foi bola da vez, hoje não mais.
Sentimentação em estado bruto
Lapidada será outra história
Tornar-se-á jóia.
A Mulher...
Mulher não dá,
Ela aceita.


Metástase
Não imponha metástase em minhas palavras
Minha voz nunca ouviste neste sentido,
Apenas imaginei ter encontrado o que buscava
O que não torna o momento menos doído.

Fantasiei, sonhei... tentei, querida
E nada fizeste, por tu ou por mim
Estás muito arraigada nesta tão tua vida
Que não dás importância e ages assim

Não sou dócil e amestrado
Tenho independência e escolho meu caminho
Nunca fui um reles ser, um pobre coitado,
Sigo feliz minha jornada, mesmo sozinho.

E quando precisares de alguém
Basta me procurar
Mesmo que me consideres ninguém,
Estarei onde precisar...


Dentro de Mim
Harmonia
Falta onde antes havia
Lágrimas não cessam
Dor, sempre do lado esquerdo,
Suplício desde muito cedo.
Caótica tranqüilidade
Não te ponhas em rimas na minha mente
Nem sabes se sou decente
Dependente de coisa alguma
Caçando, dentre as melhores, apenas uma.
Nenhuma irei encontrar
Também não irei desesperar
Despedaçando o âmago
Enquanto sofro, clamo:
Amo a todos, por que ninguém gosta de mim?
Não devia ser assim,
Mas o é
Creia quem quiser
Não me preocupo
Me ocupo
Com tudo relacionado ao nada que sou
Enquanto pensa, eu já me vou
Buscar a tal felicidade
Que por grata oportunidade
A descobri assim:
Construiu sua morada dentro de mim.


Poeta Sem Musa
Triste poeta sem musa
Condenado a vagar por um meio que não o aceita
Trabalhando e sempre voltando à mesma rua suja
Que agora apenas o rejeita
Viveu dias amenos
Onde a vida te sorria e os retribuía
Tinha problemas, todos eram pequenos
A sociedade tentava te machucar, mas nem sentia
A Vida te testa de várias maneiras
Noite e dia, dia e noite
Sempre se dá mal, quem tenta fazer besteiras
E acaba por receber o seu açoite
Pele, curtida pelo sol, muito marcada
Sorrindo teus dentes falhos e reconstruídos
Por tempos felizes e jamais esquecidos
Em tua idade, não pode mais incorrer em mancada
Aprecie os momentos e tente ensinar
Alguém, que como tu, deseje aprender
Em tua jornada, ainda há muito há conquistar
Dando um passo por vez, logo irás compreender
A velha frase pichada no muro de concreto:
“A Felicidade não é um ponto de partida ou chegada, mas sim, uma forma de viajar”
Viaje poeta
Deixe a mente conduzir teus passos
Ao menos, no caminho que te resta.


Auto-Retrato I
«Dispunha de tudo para ser o máximo, porém fez o mínimo para se tornar nada» - ACC-2586

Faço o que posso
Já não almoço
Nem sonho
Apenas componho
Letras carregadas em emoção
Resgatando alguma sensação
Que já foi abundante
Nas trilhas de um viajante
Que não mais peregrina
Anda calado
Cansado
Sem saber se certo ou errado
Erradicado
Para os confins da mente
Presença sempre ausente
Eu, em mim mesmo.


Ainda Sem Título
Imprudente realidade
Incandescência aleatória
Coração já sem capacidade
De sonhar de forma satisfatória
Não te aborreças,
Mesmo que não conheças
Todos os caminhos do coração...
Real ou Surreal
Sob o crivo da sociedade
Todo o contrário é irreal
Ou foge da sobriedade
Loucos somos nós
Poetas e imaginários
Loucos, mas nunca sós
Pois somos solidários,
Mesmo que alguns prefiram "solitários",
Mas nunca estaremos sós!!!


Solidão
Linda lua
Triste solidão
Realidade na rua
Essência da multidão
Incansável te caço
Pensamentos no teu olhar
Desiludido não te acho
Em nenhum lugar
Ninguém irá se afogar
Neste pranto vertido
Ninguém irá se importar
Neste poema sentido
Nem a lua
Nem a solidão
Nada na rua
Ninguém na multidão.
Under®AC
Sempre temos opções,
Em qualquer situação,
Cabe a nós escolhermos a qual melhor nos parecer.
Eu escolho ser Feliz
E Tu???


JAV-Um Sonho Bom
Medo,
Quem não tem levanto o dedo!
- Eu tenho...
O trago de onde venho
Enquanto você pensa, eu tento,
Mas desanimado me sento
Aguardando outra ocasião
Para, quem sabe, tocar teu coração
Sempre me escondo
Só quando chamas, respondo
Desejando que seja para sempre...
Ledo engano
Já não mais reclamo
Não sei porque peito insiste
Para sempre nunca existe
Ao menos para mim
Que mesmo sem meio ou início
Sempre há um fim
Marcado desde o princípio.


JAV-Um Sonho Bom I
Uma pedra... pedregulho
Engulo meu orgulho
Recolho para dentro de mim
Aguardo e rezo para um breve fim
Se não me procuras, não me acho
Sem Ti, nem sei o que faço
Vago entre rima e verso
Sem nada saber ao certo
Dores, todos sentimos
Tentando ser fortes, não desistimos
Toda a paz habita dentro de nós
Nos envolve enquanto estamos sós
Já nem quero esta paz
E a quero cada vez mais
Mas não sei como fazer
Para que um dia eu a possa merecer.


JAV-Um Sonho Bom II
Sem razão
Sobra-me emoção
Coração descompassado em desalinho
Sonhos sobram no peito sozinho
Todos somos merecedores
Nos falta apenas coragem
Insegurança nos ataca em voragem
E tememos perder o que não temos
Repare que mal nos vemos
Mas nasceu algo dentro de nós
Talvez cansados de estarmos sós
É assim procuramos abrigo
No cálido peito do amigo
Sem saber que iríamos encontrar
Alguém especial para amar...


Olhos da Gata
Inteiramente bela
Irreais
Eram os olhos dela
Descomunais
Nunca a havia visto
Mas a pintei em todas as cores
A contemplando esqueci que existo
Degustei infinitos sabores
Com os quais fiquei entorpecido
Na sua presença fugaz.
Agora choro desiludido,
Ela partiu e não pude ir atrás.


Tentando o Impossível.
Com quantas letras se escreve amor?
E como se o descreve?
Alguns o qualificam entre frio e calor
Há o que age e o que apenas escreve
Alguns dizem que se traduz no Cristo
E outros ainda nem aprenderam amar...
Mas se ela nem nota que existo
Como seu carinho posso conquistar?
Tudo ao seu tempo
Se ainda não a posso tê-la
Sonho enquanto a contemplo
E é tão fascinante vê-la
A imagino como sendo minha
Com todas as letras a descreveria
Poria fim a esta vida sozinha
Nem frio ou calor eu sentiria
Pois iria apenas a amar...
Com carinho e devoção
Atitudes e paciência
Transbordaria em emoção
Sem conseguir definir ou descrevê-lo.


O que... O que fazer
Para sepultar a tristeza
Desta ausência de você
Se já nem sabe o que fazer
Para estar perto de você
Sorri e se desfaz
Sonhando que a vida seria bela
Mas não engana o sofrido coração
Em outra noite sem dormir
Consumida em cachaça
Sem a própria voz ouvir
A solidão vem e o abraça
Seu tênue sono embala
Embriagado
Todo seu espírito se abala
Para que permaneça acordado
Penando em sofrimentos
Não... Não devia ser desta maneira
Envolto em tormentos
De uma dor verdadeira
Aliás, toda a sua verdade,
Queria apenas viver a sua vida
Nunca agiu por maldade
Mas teve sua convicção invertida
Naquilo que habita o coração do homem.


Francine
Onde ando já não sei
Prossigo por qualquer canto
Bem o sei que errei
Mas não consigo parar meu pranto
Longe do teu calor e teus favores
Vago em um mundo de sonho
Privado de novos amores
E na saudade dos antigos é que componho
O riso se extinguiu em meu rosto
Exauriu junto com a felicidade
Sobrevivo neste sentimento oposto
Para amar já não tenho capacidade
Recolho meus pobres pedaços
Tentando remendar meu coração
Em seu peito para mim não há espaço
E no meu não encontrarás a solução...


Roberto Amado
Já sem visão
Deixo o sentimento me guiar
Sem nenhuma preocupação
Com aquilo que irei encontrar
O blues melancólico
Conduzindo o pensamento
Por caminho iças bucólico
Em contraste a este tormento
Que procura me sufocar
A verdade me surge
Sou o que contrasta
Em toda simplicidade
Com um ato devasta
Toda dualidade.


Denise Vedovato
Devo, Denise, fazer o quê?
Feliz da vida também estou
Por ser bela qual uma fada
Vejas só o que provocou
Não que a esteja culpando de nada
Passo bons momentos apreciando tua imagem
Relembrando tempos onde podia ser feliz
Não o ser apenas de passagem
Diferentemente daquilo que se diz
Pensamento recôndito e surreal
A curiosidade me encantou
Creio em anjo e vôo nas asas da borboleta
E assim meus olhos a tua beleza encontrou
Além de admirar teus retratos
Sem pretensão de a conhecer
Fico imaginando e criando fatos
Coisas que a realidade não pôde conceber
E como divago e sonho
Mas não vivo no mundo da lua
Em teus encantos esta poesia componho
Fugindo da realidade fria e crua
Já nem sei o que falo,
Mas vem ser linda assim aqui em São Paulo...

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.



Denise Vedovato-I
DEvo, Denise, fazer o quê?
NInguém me havia avisado
SEmpre julguei saber o que fazer

VEndo tua imagem de beleza celestial
DOravante te irei cantar em minha rima
VAntagem por ser mais que especial
TOmei o que é teu para cumprir minha sina.

Necessito estar próximo a tua beleza
Para alegrar aquilo que componho
Trazendo um pouco de clareza
Desvendando o véu do sonho

Cria em um sonho que nunca existiu
Tua beleza a mim apresentada
Nova luz sê abriu
Tu és minha fada encantada

Não te peço para fazer nada diferente,
Apenas sejas a mesma Denise.
Não te importes com este poeta inconseqüente,
Apenas com a felicidade da Denise.

Sê feliz, pois linda já és
O mundo está a teus pés
Caminhas com cuidado por aqui
Pois pisas em sentimentos por Ti.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.

Denise Vedovato-II
Muito obrigado, mas com a inspiração vindo de ti
Não poderia eu escrever nada que não fosse belo
Enclausurada mente labuta aqui
Ligando-se a vida em novo elo
Encanta-me admirar tua imagem
Sinto a vida pulsando eufórica em mim
Ansiedade ataca em voragem
Sem meios que justifiquem o fim
Mas nada além me importa
Tão pouco caço justificativa para o que faço
A responsabilidade de meus atos suporta
Todas as conseqüências deste fato
Quando digo que a beleza reside em ti
Não falto com a verdade
Pois escrevo apenas o que é verdadeiro para mim.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.



Denise Vedovato-III
Fico sem jeito
Dois furos na orelha
Não faço o que devia ser feito
E quase se extingue a centelha
A todo instante admiro teu sorriso
E no pescoço a borboleta
Beleza tamanha que não posso ser conciso
A imagem espantada na fotografia
É muito mais que já sonhou este errante
Para a mente onde a razão se fia
És mais bela que a flor que orna teu semblante
Insegurança chega e de mim aproveita
Nem todos os vocábulos
Poderiam traduzir tua beleza
Tentando superando os obstáculos
Sem nunca alcançar a certeza
No deserto atrás de uma miragem
Sorriso lindo e encantador
Meus olhos vagam na tua imagem
Aquecido sem sentir o teu calor
A observando minha magia recupero
Não sei porque me privava de sonhar
Se bem que hoje não mais me desespero
Por não ter a quem amar...

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.

Denise Vedovato-IV
Perdão...
Sei que errei
Foi tudo em vão
Nada daquilo que usei
Teve o resultado esperado
Desculpe a mim
Estava e ainda estou desesperado
Perto do eminente fim
Não posso me permitir sonhar
Não devo a desejar
Mas és tão bela
Da culpa não tens nenhuma parcela
Perdão, eu sonhei...
Com minha própria divagação
Me encantei
Agora sigo a lamentar
Tua ausência ao meu lado
Penso em ir te buscar
Rouba-la do teu estado
E te trazer para mudar o meu...

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.



Denise Vedovato-V
Beleza que não posso tocar
Sonho com ela
E me pego a imaginar
Admirando-a da minha janela
Lanço gracejos
E ela apenas passa
Meus lábios pedindo seus beijos
Enquanto meu peito arfa
A desejo tanto
Que não sei como o dizer
E para meu total espanto
Tão pouco sei o que posso fazer
Para que isto ela saiba...

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.

Livia Mari
Aquele que tanto divide
Não conhece a própria plenitude
Apenas sobrevive
Não acertando em sua atitude
Monta armadilhas para prender
Sem conhecer a doçura da liberdade
Com medo de vir a conhecer
O significado da lealdade
Não é bandido
Tão pouco herói
Sentimento iludido
Que ao coração corrói
Podre garotinho assustado
Veste máscaras para impressionar
Conquista sem nunca ser conquistado
Por medo de se machucar.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.


Tradução Mental
Apenas sou as palavras do reflexo da minha mente
Eterno ausente
Dentro de mim
Distantemente perto do fim
Sou o reflexo da mente traduzido em palavras
Sensações escravas
Vagas para o superficial
Buscando ser normal
Palavras da mente traduzidas
Em nada alusivas
Para um bom entendedor
Obscuro em seu amor
Palavras na mente traduzida
Verdade induzida
Sendo verdadeiro consigo
E também para comigo
Sem sentido para outrem
Pois não importa a mais ninguém.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.

Leda
Luz própria, solitária e independente, que brilha nas noites intensamente e, muito mais, em minha mente.
Especial és Tu, que muitos pensam que te compram, mas nenhum a tem. Pertences a Ti própria e a mais ninguém.
Devaneio especial, que encanta meus sentidos de forma tal, que esqueço da minha pobre condição mortal e volto a sonhar sonhos sem igual.
Aprecio estar ao seu lado e apenas não iniciei o parágrafo com a palavra Amor, por ela já me Ter causado tanta dor.
Ao contrário de Ti, que somente me propiciou prazer e bons momentos. Inigualável és, pois consegues isto com sua presença em Alma e Corpo, sem necessitar de instrumentos. Tento imaginar de onde vem tanta formosura, mas não sei se vens do Piauí. Não creio que haja algo terreno, capaz de criar-te tão bela e com tamanha gostosura. Do que pensam ou dizem, não estais nem aí.
Luz própria, que queria no meu horizonte a brilhar, para somente a mim se entregar e para eu mostrar o quanto posso te amar.
Especial és Tu, que estais fixada em minhas melhores e mais deliciosas lembranças, que mesmo com esta vida, povoa meu triste coração de esperanças.
Devaneio sem igual, que te transforma em um sonho tão especial, pois já não distingo se és imaginação ou real...
Aprecio estar ao seu lado, com ou sem roupa, pois ambas as situações são parecidas. Só lamento o pouco tempo que passamos juntos. Que já são capazes de deixar muitas das normas de vida esquecidas.
Ao contrário de Ti, acredito na magia, traço meus caminhos seguindo meu próprio pensamento.
Quase tudo faço durante o dia e reservo a noite para um período puro de sentimento.
Tento imaginar uma forma de lhe conquistar, mas como, se nem sei o que pensar, além de te beijar?
Beijar seus maravilhosos lábios vermelhos, só não sei o que fazer, para após o beijo, vir a esquecê-los.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.



Nossos Erros
O tempo passa nada muda
Novos antigos pensamentos
Nada há de original, não se iluda
Apenas somos instrumentos
Os costumes agora chocam
Como já chocaram teus pais
Nada muda, conhecimento muito se busca
Mesmos erros e cada vez mais.

Somente quem tudo perdeu
Tem a precisa noção
Do quanto seu nada representa.

Homenagem ao mestre Pessoa.
Daquilo que penso,
Apenas me restou
Um vazio extenso
Já nem sei o que sou

Leite que virou coalhada
Sem mel para por nela
Vida inteira abortada
Já não penso em nada
Apenas observo da janela.


Um Suspiro... ainda respiro???
Boa Noite...
Realmente, sempre estou apaixonado,
É isto que me mantém vivo e lúcido,
Neste mundo desencontrado
Incessantemente busco me encontrar
Apenas para ver se encontro
Um coração que eu possa amar
Mas não se preocupe não
Sou apenas um tolo sonhador
Feliz na própria ilusão
E já que não estás aqui,
Fecho os olhos e vou dormir...
...quem sabe eu sonhe um pouco mais
E finalmente encontre Paz!


Gente Muda

Gente muda
Povo calado
Idéia absurda
Antes de estar consumado

Eterno dilema
Sem solução
Verdadeiro problema
Nenhuma explicação

Quem cala consente
Nada faz
Inconseqüente:
Na droga encontra paz.


Regina

Apenas a contemplo
Sem jeito ou esperança
A contemplo mesmo assim
Qual uma criança
Divagando numa estória sem fim
Inspirada ao sabor do vento
No sublime calor de um beijo
Fruto insano do meu intento
Criado por um senil desejo
Que faço eu agora, Regina?
Teu nome ecoa em minha mente
Pensamento, antes coeso, desatina
Fustigando ao peito, inclemente...
...
E o verbo se fez verso
Na cabeça do poeta.


Vazio

Estacionado sobre a mureta
Sob o signo solidão
Alguém está feliz,
Mas ele não...
Contrário ao que se diz
Apenas segue em frente
Sem mais nada aguardar
Cansado por ser decente
E a ninguém encontrar
Busca apenas seu intento
Passa gente, passa carro, passa tudo...
Só não passa o tempo
Neste sufocante grito mudo
Desta gente muda
Onde em nada se altera
E quanto mais muda
Nada revela
Desfaz
Recria
Sem paz
Anuncia
Desfalece
E como ainda é moda:
- “Ninguém merece”
...Isto é que é phoda!


Sou algo que passa no deserto
Sem sombra e sem o marcar
Escrevo sem saber ao certo
E tão pouco se algo irei encontrar

Minha voz é um pranto estéril
Meus dedos destilam sentimento
Oculta imagem é mistério
Obscuro pensamento

Pensamento distante
Perto de tudo que desiste
Assim qual um errante
A vida em mim ainda insiste.


Maéfei

Estranho no ninho
Permanece
Só e sem carinho
Jamais esquece
Que já foi cativo
Pela própria vontade
Sem nenhum aviso
Por pura maldade
Agora liberto
Procura esquecer
Quem que quando perto
Só o fez sofrer
Passivo tempo
Tão ativo
Neste momento
Apenas sobrevive
Embriagado
É verdade
Mas não derrotado
Tem o sabre em suas mãos
Qual um samurai
Olhos abertos e com noção
Passado e presente e tudo o mais
Apenas observa
Planejando o próximo golpe
Sabendo que nada mais conserva
Solto no mundo
Salto profundo
No abismo imenso
Do dito “bom-senso”
E a coruja o observa
Calada sobre a imagem
Que apenas a si reserva
O direito de não aparecer
E nem se fazer conhecer
Fuga para o nada
Fugindo de qualquer cilada
Que o inimigo preparou
Quiçá encontre o que buscou
Tão distante dos seus
Tão próximo aos seus...



Outra Noite

Eterno novo dilema
Mente destila prodígios
Extravio do papel e pena
Mais nada lhe tem prestígio

Amendoim e salsa e pimenta
Batida de cajá gelada
Apenas suspeita daquilo que aparenta
Bestamente caiu na cilada

Corpo inerte jaz na cama
Repousa sentimento oculto
Sem afeição ao drama
Torna-se apenas um vulto.


Senêca


"Tememos a todas as coisas como mortais e a todas amamos como imortais"
Sêneca.

Tece a trama e teme
Temerosa emboscada
Com ar solene
Conduzindo à cilada
Daquele que avisa
Dentre todos é apenas um
E quando mais se precisa
Ele se torna nenhum
Nada é perfeito
Naquilo do que fez
Pouco pôde ser desfeito
Para tentar outra vez
Segue a vida numa boa
Saracoteando sem preocupação.


Meu Nome Comporta do "A" ao "Z"

...---...
Meu nome comporta do A ao Z
Naquilo que suporta
Sou aquele que instiga você
A escancarar a porta
E deixar a verdade entrar
Clamo
Paciência
Reclamo
Penitência
Tolo insensato
Única vez
Triste fato
Se desfez
Acuado
Nada entende
Assustado
Não compreende
Dor
Tormento
Amor
Lamento
Tola união
Vida sentida
Cruel ilusão
Atitude descabida
Mudo
Calado
Absurdo
Acabado
...---...
Meu nome comporta do A ao Z
Naquilo que me resta
E no fim que se vê
Nada se concerta
As marcas pelo corpo
Coração pena e lamenta
Vida por um sopro
Mente reage e enfrenta
E poderia ser pior
Luta sem obter sucesso
Dos males o menor
Transformando tudo em verso
Repleto de nostalgia
Não esquecerei jamais
Carregado em alegria
O sorriso de meu pai
Meu nome comporta do A ao Z
...---...


Virginal Afã

Pasma flora
Deflora
Virginal afã
Sexo pela manhã
Solitário entre tantos
Rezando para todos os santos
Aguardando por milagre
Vinho vira vinagre
Estéril ejaculação
Triste vida sem união.


Campos do Senhor
Seguindo a própria sina
Tentando consertar o que não tem conserto
Apenas fazendo uma pobre rima
Talvez este seja o defeito
Um dos, é claro...
Pensa ser e trata a todos como igual
Ignorado no próprio clã
Descartado por ser anormal
Mantém o sorriso nesta luta vã
Toda noite se embriaga
De solidão e cerveja
Enquanto sua mente divaga
Entre o impróprio e a incerteza
Conheceu outros tempos
Tempos de prosperidade
Onde seguia alguns exemplos
Da outrora mocidade
Agora pena por não mudar
Pois ser igual ele não consegue
E já não quer mais se preocupar
Com a corja que o persegue.
Irmão não é aquele que nasceu dos mesmos pais,
Mas sim aquele que não te empurra para trás.


Atualmente...


A perfeição não existe
Por mais que se tente buscar
Não sei porque tanto se insiste
Naquilo que não se pode alcançar.
Largamos amores que não nos completa
Sem consciência que não somos perfeitos
Lançamo-nos em formar laços
Que rapidamente serão desfeitos
Alegando desrespeito ao nosso “espaço”
Amizade condicionada ao interesse
Amor comprometido com objetivo
Nada mais é de quem pertence
União é algo sem atrativo
Estamos sozinhos e carentes
Mesmo sem ter opção
Buscamos os que são mais atraentes
Sentindo nada no coração.


Clara

Sem saber como fazer
Ouvindo ao mestre Raulzito
Tenta o mal sofrido esquecer
E sente como tudo lhe soa esquisito
Houve outras épocas
Haviam outras pessoas
Algumas um tanto loucas
Mas todas elas boas
Clara se foi para o Japão
Uma palavra mal interpretada
Cruel e fatídica desilusão
Inocência para sempre está sepultada
Não há para quem pedir perdão
Deseja apenas viver em paz
Ao menos o tempo que lhe resta.


UHEYNA

Urbuna ilusão
Híbrida beleza natural
Eremita buscando a solidão
Y-King para os chineses
Naturalmente um presente dos deuses
Assim te digo linda...

Sim, é verdade
A beleza é relativa
Mas tens esta qualidade
Que para muitos é furtiva
E em ti é plena
Não apenas estética,
Nesta situação terrena,
És especial, quase fantástica...


Escoriações no joelho
Dor, superficial, na cabeça.
Ninguém se importa com conselho
Não importa o que aconteça
Último gole de pepsi twist
Não cuido de mim
Será que o amor existe?
Por que não cuido de mim?
Gosto de corrimão na boca
Sem apoio ou sentido
Numa viagem louca
Eternamente perdido
Observo a ela
A lua me observa
Sentimentos são dela
Todos, sem reserva.
Pobre de mim...
Ainda não sei escrever o que sinto
Mas sinto mesmo assim.


Sempre um recomeço, sempre...
Nova aurora está por vir
Sem pressa sigo em frente
Pois meu lugar não é aqui
O paciente teve alta
Novo eterno recomeço
A dor que dói é a da falta
Ausência de quem nem sei se mereço
Meu desejo é mesmo assim
Como um animal fora do seu meio
Faço do meu caminho algo assim
Tal o vento, que não se sabe de onde veio
O círculo que fechado nos envolve,
Não se sabe onde começa
Tão pouco onde termina
Mas é o mesmo que aos poucos se dissolve.


Autista
Hoje o mundo poderia acabar...
Sou Feliz e me sinto realizado
Tudo o que iniciei irá continuar
Mesmo não tendo um sonho finalizado
E que o ser que amo nem sei onde está

Hoje o mundo poderia acabar...
Além dos limites do meu ser
Não iria me importar
Se não a conseguisse conhecer
Ou muito menos a encontrar

O brilho de teu olhar
Na negra sombra oculto está
Vago solitário nos confins do coração
Ladeado por geleiras
Formadas nos anos em ilusão

Hoje o mundo pode acabar...
Acaba logo mundo!


Misericórdia
O que... O que fazer
Para sepultar a tristeza
Desta ausência de você
Se já nem sabe o que fazer
Para estar perto de você
Sorri e se desfaz
Sonhando que a vida seria bela
Mas não engana o sofrido coração
Em outra noite sem dormir
Consumida em cachaça
Sem a própria voz ouvir
A solidão vem e o abraça
Seu tênue sono embala
Embriagado
Todo seu espírito se abala
Para que permaneça acordado
Penando em sofrimentos
Não... Não devia ser desta maneira
Envolto em tormentos
De uma dor verdadeira
Aliás, toda a sua verdade,
Queria apenas viver a sua vida
Nunca agiu por maldade
Mas teve sua convicção invertida
Naquilo que habita o coração do homem.


No Ápice do Ira!
Tanto pranto
Peito estéril lamenta
Ser mistério nem tenta
Tortuosa beleza o seduz
E ao erro induz
Errado logo perde a calma
Sem calma chega a vender a alma
Por coisa tão banal
Uma noite de sexo sem igual
Amanhece e tomamos um susto
Algo sempre tão injusto
Digo que faças tu teu próprio caminho
Vago eu, distante, buscando o que é certo
De mente e com o coração sozinho
Trilhando caminho nunca inteiramente incerto.
Se não me queres
Tu que te ferres
Enclausuro-me nesta época
Fora de minha oca
Por própria opção
No limite desta ilusão
Penso que poderia ser feliz
Assim como qualquer pessoa
Nesta vida sem você
Assumo que não é uma boa
Persigo não sei o que
Assumo que sempre desejei a Ti
Ultimamente tem sido pior
Logo, penso estar sempre aqui
Assim sendo nem sei se Melhor
Ou...
Pior sou amanhã
Utilizando este vago afã
Talvez nada se encontre
Além, neste vasto horizonte.


Loharra Honeill
Recíproca... reciprocidade
O gostar nada pede
E amar nasce da nossa necessidade
O coração, quando ama, nada cede...
Para si,
Apenas para quem ama.
Talvez seja por Ti
Que o meu sempre chama
Não reclamo de nada
Cruzaria oceanos e subiria montanhas
Enfrentaria dragões e pegaria em espada
Inventaria fantasias tamanhas
Para alegrar tua vida
Que não seria apenas tua
Mas principalmente a minha
Vagando por entre ruas
Nesta vida sempre sozinha
Revendo acontecimentos soltos
De lembranças inexistentes
Sentimentos sempre afoitos
Sem Você presente...
Você que nunca vi
Tão pouco imaginei
Mas que não duvido existir
E mesmo sem a ver, contigo já sonhei...
E já fiz rimas e verso
Desenhei nas nuvens gravadas em minha mente
Está presente nas frases que converso
E no sentimento mais inocente
Sou teu e sei que és minha até o fim,
Pois a criei dentro de mim.


Se...
Se não houve você
Não teve o porquê
Na tua ausência
Em tudo falta essência
O tempo passa mais devagar
Tudo fica a vagar
Entusiasmo perdido
Em algum canto esquecido.
Se não houve você
Não há motivo para fazer
Tudo fica suspenso
Ambiente fica tenso
Nada justifica coisa alguma
Saída não se enxerga nenhuma
Fica-se a vêr navio
Queima mais rápido o pavio...
Tudo explode em frustação
Afogando em mágoas o coração.


Auto-Retrato
Anjo ou demônio
O tal Antonio
Não sei ao certo,
Mas conheço de perto
Não é uma coisa ou outra
Imaginação solta e destemida
Por alguns, temida,
Por outros nem tanto
No entanto
Nenhum pranto verterá
Fecunda de idéias as mentes abertas
Quase nunca sempre certas
Mas absolutas
Resolutas
Mas nem tanto
Mesmo sem pranto
Emociona
Sem palhaçadas
Alegra
Um palhaço triste
Igual a outros que existe
Não
Não queira o conhecer
Para não vir a se arrepender...


Ocaso em Sinfonia
Mente vazia
Oficina do ocaso
Triste sinfonia
Final de qualquer prazo
Prisioneiro de sua liberdade
A qual lutou para conquistar
Combatendo sem ansiedade
Nem vontade de chegar
Vida intensa e de luta
Recusa-se a incúria.
Injuria
De quem o diz derrotado
Caiu
Mas logo levantou
Saiu
E nunca retornou
Faz apenas o que deve ser feito
Sem maiores satisfações
Sempre do seu jeito
Antes do prazo
Do limiar da sinfonia
Oficina do ocaso
Onde a mente entra em sintonia.


EUGENIA
Eugenia
No país da miscigenação
Empatia
Dentre tanta confusão
Assim sou eu
Assim é você
Diante ao que sucedeu
Desconheço como fazer
Não sou perfeito
Tão pouco desejo o ser
Nosso laço desfeito
Sobra o nó no peito
Sufocando todo sentimento.


Salvação
Expiação
Preces a um deus qualquer
Em busca de redençao
Nos lábios de qualquer mulher
Errou no trajeto
Tratou mal a quem o amou
Usando-a qual um objeto.
Hoje, tristemente sozinho,
Em prados recônditos da mente
Busca um novo caminho
Para semear sua semente
Segue o instinto de preservação
Que sobrepondo ao capricho
Busca sua salvação
Procriando qual um bicho.


Metamorfose
Balbúrdia no infinito
Caos imaginário
Como previu Raulzito
Que nunca foi otário
Preferiu ser a mescla de tudo
Tendo o nada em companhia
Kafkaliando
Mudou de rumo
Deu um salto
Inverteu o prumo
Se lançou no espaço
Virou a estrela que sempre foi
E se foi
Deixando o vazio.


Sou o que sou
E a ninguém importa
Ainda não sei aonde vou
Mas destranco esta porta
E ainda quantas encontrar
De nada tenho receio
Nem quero me manifestar,
Pois desconheço este meio
Sou inteiro
Vivo desprendido
Não aguardo o derradeiro
Quero apenas um descompromisso
Nunca me apeguei a alguém
Sempre fui bom nisso
Entro cheio e saio sem
Esqueço meus problemas
Procuro uma felicidade maior
Não algo atrelado a esquemas
Minha mente não é tão menor
A procuro manter serena...
Para assim melhor sorrir
Aqui não estou para discutir,
Pois sou o que sou
E a ninguém importa
Saber como sou
Apenas saber respeitar
Meu jeito de ser o que sou...
Fácil é falar da minha vida
Vivê-la é que não é recomendável.


Semi-embriagado
Totalmente alheio está
Segue despreocupado
Do que possa encontrar
Fugiu das trevas
Que habita o coração humano
Enveredou caminho que o leva
Por caminho menos mundano
Santo nunca o foi
Apenas era feliz
Não com o que se diz
Era em sua essência
Nunca perdeu a paciência
E para quem o merecesse
Deu o seu melhor
Pedindo que logo o esquecesse
Nunca esperou recompensa
Diferente ao que se pensa
Nunca pensou em ser herói
Hoje seu peito corrói
E corroído fica
Só e desolado
Já ninguém mais arrisca
Estar ao seu lado
Então segue em silêncio sepulcral
Buscando ao seu igual.


Resido onde habita meu coração
Meus sentimentos mapeiam meu caminho
Sigo, errante, sem empolgação
Buscando ao menos um pouco de carinho.
Não tão longe ou muito perto
Mantenho de tudo uma certa distância
Bem sei que não sou tão esperto,
Mas neste caso não há relevância.
Estou na Capital de meu mundo
Sampa é meu lugar escolhido
Entre a superfície e o profundo
Aqui é meu local preferido.



De Ian Anderson para cá
Caminha a humanidade
Sem nenhuma capacidade
De poder se tolerar
Aqualung tão distante
De caminho ignorado
Em um mundo tão preocupado
Que perde a razão em um instante
Pobre e triste errante
Solitário em caminhos de coração
Não veste botas fuzil ou capacete
Sabe que não é pertinente
Para quem busca redenção
Lágrimas evaporam em seu olho seco
No calor da bomba atômica
Humanidade permanece atônita
Envolvida neste cerco
Sem saber quem irá reinar
Planeja novo movimento
Para perpetuar o tormento
De quem pensa em ajudar
É... mundo cada vez mais diferente
Povo usando e sendo usado
Sempre despreparado
Agindo de forma inconseqüente
Este é o futuro da humanidade
Que segue por temerosa trilha
Segregando os diferentes da matilha
Verdadeira bestialidade.

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